D'intremê dumas pernadas
Assomaste-te à nha vida,
Cum tuas manhas marafadas!
No açucre desses tês olhes
Dscuidado ê ma perdi:
Ando à pergunta e nã me acho
Pr'adonde ê olhe, só veje a ti.
O açucre fez-se im quêmóz…
E más gstoso ele era ainda!
Ingui im ti, jouguê-te d’unhas;
Nã dou notiça doutra más linda!

Nim tampouco ê drumo já,
Este rabêo nã dou vincido;
Desde a hora im que ê te vi,
Nã tiro de ti o sintido...
E é mode isso qu'ê só digo,
Sim pôr quajquer mania:
Nã há por i dnhuma igual,
Cume a moça algravia!
Antóino Rebêro